quarta-feira, abril 11

Maio e seus buquês



Um Linda Mulher, Um Lugar Chamado Notting Hill, Noiva em Fuga... 


Por conta de uma afirmação que fiz no texto sobre Once Upon a Time (sobre os danos que contos de fadas causam na vida adulta de muitas mulheres), por ter visto uma imensa quantidade de matérias em blogs de moda e decoração sobre casamentos nos últimos tempos - afinal, maio está chegando - e estimulada por uma conversa que tive recentemente com uma amiga, parei para pensar seriamente nessa questão. Sim, sobre casórios.

Assim como o personagem principal de 500 Dias Com Ela acreditava que a música pop nos transformava em românticos e, consequentemente, sofredores inveterados, eu atribuo isso às princesas. No meu caso específico, já que meu pai não era muito chegado nesse tipo de história (ele preferia usar meninos ou meninos que tocavam nas coisas e elas ficavam verdes, azuis, vermelhas ou viravam queijo, por exemplo), eu culpo as Barbies, a Pequena Sereia e Julia Roberts. 


E por mais que eu venha de uma família de "separados" por todos os lados e sempre duvidei da longevidade de relacionamentos, hoje percebo que mudei um pouco minha opinião sobre esse tipo de coisa.

Quando adolescente, nunca pensei que casaria de forma tradicional - porque o terrível romantismo herdado das mocinhas citada há pouco nunca me abandonou. Não sou católica, tenho várias críticas sobre a religião e essa certeza, que dura até hoje, de que nunca casaria em um Igreja sempre existiu. Então, o ritual não me atraía. Sempre acreditei que "morar junto é estar casado". Ainda acredito nisso, afinal, casamento não é dividir a mesma casa, as contas e ainda fazer sexo? Deixando clara a última parte para que as mocinhas com quem moro não pensem que acredito em laços matrimoniais entre nós. 

Mas então eu envelheci. Fiz 30 anos. E comecei a pensar que morar junto é massa. Mas que também não há mal nenhum em fazer uma comemoração para marcar o momento. Para reunir as pessoas, para trocar alianças, para ganhar presentes e ajudar a montar a casa de uma vida à dois. E tenho visto cada vez mais tipos de cerimônias fora dos padrões tradicionais e me encantado com essas possibilidades. Se for necessário casar em cartório, por questões práticas que podem até ser facilitadas, porque não? Soube que é facílimo separar oficialmente também. Se não tiver cartório, pode ser só festa, com discursos, sem discurso, com banda, sem banda, com Elvis ou seu Elvis, com almoço, jantar, bem casado e buquê. 

Não sei se algum dia terei uma festa de casamento. Se usarei aliança, vestido branco, rosa, roxo e viajarei para algum lugar magnífico usando o tema de "lua de mel" como desculpa. Mas, é fato, que eu penso nisso. Não como muitas que conheço que sonham com o grande dia, ou como outras que negam até a morte levantando a bandeira da indpendência mas que, no fundo, imaginam também como seria. Apenas penso. 

Apesar de que, preciso confessar, ainda acho estranho e até injusto como essa questão de "casamento" funciona para homens e mulheres - e digo isso numa análise extremamente "observatória" e sem nenhum fundamento científico -, mas me parece que as mulheres são condicionadas a sonhar com isso desde que nasceram. Para eles, é apenas obrigação, convenção. 

No fim, o último pensamento que me resta é: "malditas princesas".  

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