quarta-feira, setembro 21

A vida sem Charlie Harper



Gosto muito de seriados mas, definitivamente, não gosto tanto das comédias. Simplesmente não consigo ser atraída de um jeito como sou pelas outras, de diferentes temáticas. Mas é fato que, por mais que ache bacana e divertido, não me dedico a tentar assistir todos episódios, acompanhar e ficar ansiosa com o que está por vir.   

Nunca fui assim com Friends, Will & Grace, Everybody Loves Raymond, Big Bang Theory, How I Met Your Mother etc. No máximo Love and Marriage, The Office e Seinfeld despertaram uma vontadezinha de ver tudo mas sempre perderam espaço para outras tipo True Blood, Dexter, House, CSI, Law and Order, Sex and The City, Studio 60, Pushing Daises, Ally McBeal, Wonder Years...

segunda-feira, setembro 12

Confissões de uma balzaca

Parabéns pra mim
Fiz 30 anos. E estava em SP. Não tive vontade de escrever e descrever tudo o que aconteceu, apesar de ter sido um dia bom. 

E agora tenho 30 anos na cidade. E me sinto como uma adolescente no auge da cegueira emocional que sonha, planeja, insiste, implora e se descabela para que o garoto desejado lhe dê o mínimo de atenção.

Fico assim, esperando que Paulo (a.k.a O Cinzento) me trate bem. E às vezes questiono se realmente estou sendo insistente como uma adolescente mimada ou estou apenas agindo como uma mulher que tenta ser madura e independente o bastante para correr atrás do que quer, mesmo que vez ou outra vacile e se confunda ao pensar sobre o que quer. 

Só sei que tenho 30 anos, malas espalhadas por aí e vários sentimentos que diariamente matam o tempo se divertindo cruelmente numa imensa e sinuosa montanha russa.

quarta-feira, agosto 17

64 quilos



Na noite de ontem, pela primeira vez desde que voltei dos Estados Unidos, abri as duas malas que trouxe de lá. E senti que minha energia foi completamente sugada. Foram quase 7 meses de coisas amontoadas e, juntas, pesando 32 kg em seus lugares determinados para a viagem, a mudança.

Tive que bagunçar tudo, tirar tudo de sua suposta harmonia compactada e inundar minha cabeça de lembranças. Em alguns momentos até senti o cheiro da casa e das ruas de Davis.

terça-feira, agosto 9

Doença

Ela sente tudo. Não só na cabeça e coração. No estômago, pulmão, na perna direita, nas duas mãos. Às vezes ela nem percebe que seu sentir provoca dores e sintomas parecidos com vírus, infecções e inflamações. Outras vezes ela se confunde pelo tal sentir e ignora bactérias e outros motivos fisicamente reais para preocupações. Ela cria labirintos, buracos negros e poços sem fundo dentro de si. E vez ou outra vira pelo avesso, se perde e é sugada para as profundezas do seu eu, sem encontrar um fim. 

A crise

Coisas que passam pela cabeça antes de voltar para SP:

- Pq vou fazer isso de novo?
- Será que vale a pena?
- Será que é a escolha certa?
- Pq vou fazer isso de novo?

Além de um filme de como foi a minha vida na cidade, em vários aspectos. O filme tem de tudo: drama, romance, suspense, comédia, questionamentos cult e até ficção científica.

E me sinto sozinha. E me sinto rodeada de gente. 

E sinto o estômago virar. E sinto o coração apertar.

Aí volto a pensar de novo: "será que vale a pena?".

Só dá pra saber tentando.

segunda-feira, agosto 8

Contagem regressiva


Faltam poucos dias para o meu aniversário de 30 anos e menos ainda para outro recomeço de vida.

Foram mais de seis meses na Califórnia e mais de um mês em Salvador. Talvez mais tempo do que deveria ter sido. Mas saber exatamente o que deveria ter sido está muito além das minhas habilidades de simples mortal cheia de defeitos e inseguranças.

Mas agora, assim como fiz no início de 2008, volto para a "cidade grande", a imensa cidade, sem nada. Nada da matemática básica: trabalho + dinheiro + casa = segurança.

terça-feira, julho 19

A minha roda viva



Dois turistas passaram o dia andando na linda San Francisco. Subiram e desceram ladeiras, atravessaram parques, passaram por ruas sinuosas, vistas panorâmicas, cafés aconchegantes e bairros interessantes.

Em um determinado momento, meio perdidos meio achados, resolveram pegar um ônibus e voltar ao centro da cidade, onde o hotel ficava, longe de onde estavam, perto de um ponto do mar que ainda não tinham encontrado. 

Do lado errado da rua decidiram pegar o transporte, sabendo que ele daria uma volta maior, para  aproveitar um pouco mais o passeio por ruas desconhecidas que levavam ao litoral.

domingo, julho 17

De onde vem a ficção

"Ela pensou muito. Mais do que o seu normal de pensamentos obssessivos e constantes.

Participou de conversas imaginárias, escreveu listas, desconstruiu teorias, reconstruiu sentimentos e traçou planos.

Finalmente ela começou a acreditar que o seu pensar poderia fazê-la feliz."

sexta-feira, maio 20

A novela do bacon

Camiseta Ilustrês de Rodrigo - foto de Biscaia

Ontem fui almoçar no meu restaurante preferido em Downtown: o Crepeville. E aconteceu uma das coisas mais surreais, e comuns por relatos de outros brasileiros que estão nos EUA: mesmo falando a palavra corretamente, com a pronúncia correta em inglês, não somos entendidos.

Nesse restaurante é possível montar seu crepe, escolhendo os recheios. Simples, muito simples. Comecei com: "cheese (queijo), ham (presunto), tomatoes (preciso traduzir?) and bacon". A garçonete não entendeu o último ingrediente.