terça-feira, maio 3

O carnaval para Osama


No domingo à noite, quando soube da morte de Osama Bin Laden não saí enlouquecida pela rua enrolada numa bandeira dos Estados Unidos para comemorar com meus vizinhos. Nem sei se os vizinhos estavam na rua comemorando. A rua estava calma e silenciosa; assim continuou.

Segunda-feira não precisei ir no campus e como boa preguiçosa que sou, aproveitei para ficar em casa. Portanto, ao vivo, também não vi nenhuma manifestação sobre o acontecido. Rodrigo me contou que, nos momentos em que ele esteve fora da biblioteca, também não viu nada diferente do normal.

segunda-feira, maio 2

Complexo de Cinderela


No final de semana eu descobri que o cabelo de Kate Middleton há alguns anos era mais cacheado, onde ela nasceu, como seus pais se conheceram, o nome dos seus irmãos, os esportes que ela praticava na escola, as escolas onde estudou e seu gosto duvidoso para escolher roupas em desfiles de moda na universidade - mas que funcionaram muito bem para agarrar um membro da realeza britânica.

segunda-feira, abril 18

Eles também vendem o peixe

As universidades nos Estados Unidos realmente  são muito interessantes. Um mundo à parte, sabe? E é muito bacana poder acompanhar isso no dia-a-dia - e olhe que nem sou aluna, apesar de estudar inglês e agora fazer yoga no campus. 

As boas são caríssimas. Mas não é um caro tipo FAAP; é caro muito caro mesmo. Parece que a UCDavis cobra mais de 40 mil dólares por ano. Por aluno. Sabendo disso, agora faz todo sentido todos os diálogos que cresci vendo na Sessão da Tarde sobre a importância de guardar dinheiro para que os filhos possam frequentar a universidade aqui, ou o desespero de quem tenta ganhar bolsa por atividades extra-curriculares, boas notas ou esportes. Mas também aqui estão algumas das mais importantes universidades do mundo, com algumas das mais importantes pesquisas e dos mais importantes pensadores. 

quarta-feira, abril 13

Aquela dança

Era a "noite da salsa". Ele foi para encontrar os amigos; ela, para estar com ele e quem sabe até conseguir uma dança. Chegaram cedo. Os amigos apareceram e a conversa se desenrolou com alguns copos de cerveja e taças de vinho. 

Até que, como era esperado, mesas começaram a ser retiradas do centro do bar. Alguns dos seus amigos, percebendo a movimentação, partiram em retirada, prevendo o que aconteceria a seguir. Ele, apesar do pavor provocado pela dança, por qualquer tipo de dança, continuou ali, por ela.

terça-feira, abril 5

Os microshorts que me levaram para a Yoga

Sou preguiçosa. Muito. E antes que alguém pense logicamente pelos estereótipos grudados no cérebro "claro, você é baiana!", digo logo que assim como a maioria dos baianos que conheço, trabalho muito e loucamente, muitas vezes até mais do que deveria. Mas se é pra ficar em casa eu fico e não quero sair nem por decreto. E fico feliz por não fazer absolutamente nada -  claro, até um nível aceitável para manter minha sanidade. Mas tenho preguiça vez ou outra de me mexer. Imagine de fazer exercícios físicos.

Pois bem, quando cheguei nos Estados Unidos era inverno. Frio. Casacos. Muita roupa. Eu, gordinha que estou (cerca de 10 kg acima do que considero ser meu peso ideal), me sentia mal mas conseguia disfarçar bem meus excessos.  

Pois a primavera finalmente chegou. E com ela, o calor. E não é qualquer calor, é o calor californiano que faz com que as mulheres frequentem a Universidade semi-nuas. É sério. Depois falam das brasileiras. Mesmo com o calor de Salvador eu NUNCA vi nenhuma menina assistir aula com um short do tamanho dos que vejo por aqui. São calcinhas. E é super normal, e elas são super bem resolvidas. Acho ótimo, nesse sentido.

segunda-feira, março 28

Minha colher de pau nessa moqueca

Já li tantos textos sobre o caso "blog de Bethânia" que agora resolvi me pronunciar.

Pensei nos prós, nos contras, nos argumentos e contra-argumentos.
Avaliei os números, valores, salários, tabelas, porcetagens e investimentos.
Busquei leis, palavras, formatações, processos.
Investiguei até a genealogia da Ministra para encontrar sentido e incluí-lo como anexo.
Mas no final o que restou foi só fome: não de massa, como costumava desgustar Al Capone;  mas de dendê, já que a máfia em questão, vive de sol, mar e dos impostos da população.

domingo, março 27

O consumismo que me consome por não ter dinheiro para consumir

Eu gosto de comprar. Não sou daquelas consumistas enlouquecidas que estouram limites de crédito e devem para Deus e todo mundo; muito pelo contrário, só gasto o que o posso. Mas quando posso, gosto de gastar. 

Para vir estudar inglês na Califórnia investi muito. Meu dinheiro todo, na verdade. E ainda vendi quase tudo o que tinha no Brasil, já que saí da casa onde morava em SP, e também precisava juntar o máximo que eu pudesse para converter em verdinhas. Vendi móveis, roupas, bolsas, sapatos - tudo o que foi possível. O que não foi, eu doei.

quinta-feira, março 24

O maravilhoso mundo da TV gringa

Acho muito estranho o espaço que a previsão do tempo tem na TV dos Estados Unidos. Provavelmente acho estranho porque venho de um país que, fora algumas tragédias por conta do excesso de chuva e uma eterna tragédia pela falta de chuva mas que não parece ser tão interessante de ser televisionada ou discutida, o Brasil é territorialmente privilegiado.

Aqui são tufões, tornados, furacões, nevascas, terremotos e tsunamis que preocupam a população. Por isso, blocos inteiros dos telejornais são dedicados ao tempo. Também é muito interessante observar como em alguns canais os apresentadores são as atrações principais, estampando as aberturas e dando opinião sobre absolutamente tudo. Bonner e Bernardes são discretíssimos e contidos comparados ao povo da Fox, por exemplo.

terça-feira, março 22

Um domingo qualquer

Mês passado fui a uma manifestação em Sacramento, cDSC01294apital da Califórnia e, só agora com o final das minhas aulas super intensivas, consigo voltar a pensar em escrever por aqui.

Pois bem, eu que não entendo nada de política e também não me interesso pelo assunto fui levada pela mão para a tal manifestação.

O que acontece é o seguinte: parece que os Republicanos doidos do Tea Party quiseram vetar vários benefícios para os professores em Wisconsin. Aí a coisa se espalhou e virou uma confusão só.

terça-feira, janeiro 25

Pros lados de LA

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Antes de ir para Los Angeles procurei opiniões em alguns blogs e só li coisas ruins. Decidimos ir meio que no susto, super de última hora num início de feirado e sem ter reserva em nenhum lugar.

Chamei dois brasileiros que conheci no curso de inglês para que ficasse mais barato dividir o alguel do carro, gasolina e quarto em albergue: Alberto e Thaís - dois paulistanos completamente opostos.

Alugamos um carro no aeroporto de Sacramento - pelo plano mais barato, surrealmente pegamos um carro muito grande, modernoso, bacana e que no Brasil deve ser caríssimo - e passamos umas 7 horas na estrada.